Harry Potter e a Pedra Filosofal - Resenha

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Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Autora: J.K. Rowling

Número de páginas: 207

Editora: Rocco

Ano: 1997


De primeira, o que destaca-se no livro inaugural da saga é a vastidão. A criatividade corre solta e é tão revigorante, levando em conta que, ultimamente todos os livros de fantasia young adult parecem ter uma pegada muito semelhante, ler algo tão único. Cada detalhe parece muito bem pensado: os costumes, os preconceitos, o quadribol, as matérias, os livros que são usados e mencionados pelos personagens, entre outras muitas coisas.
   Algo que percebi ser bem diferente dos filmes que eu estava muito mais do que acostumada, foi os últimos 25% do livro. Muitas coisas do final foram cortadas e me surpreendi muito com a narrativa e com tantos pontos interessantes que foram explorados nesta porção do livro, o que rendeu-me uma leitura bem mais rápida. Porém, entendo que como sendo a primeira história da coletânea, uma boa parte do livro foi dedicado para a introdução da mitologia do mundo bruxo. A dinâmica entre os personagens nas páginas parece muito mais substancial e real do que mostrada na grande tela, a escritora separa um tempo adequado para apresentar e interligar cada personagem com a narração. Hermione, Neville, Harry e Draco destacam-se muito mais caricatos a suas casas do que posteriormente mostrado no cinema, realmente parecem pertencer a Grifinória e Sonserina.
   Em uma preferência pessoal, adoro como a narração do livro ocorre em terceira pessoa e foca apenas no personagem principal, dando uma perspectiva muito mais misteriosa a trama.
   Um ponto que pode ser interessante abrir uma discussão sobre, é a representatividade. Os livros da saga foram escritos e elaborados no início dos anos 90, cerca de trinta anos atrás, o que é muito tempo atrás se refletirmos! As coisas eram muito diferentes; mesmo que até hoje a autora, J.K Rowling, envolva-se em polêmicas na internet sobre temas delicados. Do meu ponto de vista, mesmo que durante a leitura exista um sentimento de que há faltando algo na diversidade, o frescor de ter tão naturalmente personagens femininas importantes e em papéis de poder abafa um pouco essa falta, e mesmo que sejam personagens secundários, ou personagens de apoio, podemos ver aqui ou ali personagens asiáticos e negros, o que é bom, mas não o suficiente.
   Portanto, recomendaria que mesmo que você já tenha um conhecimento prévio sobre a história e plot, desse uma chance a essa aventura fantástica do mundo da bruxaria.

Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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