Trilogia Grisha: Os Livros e a Série
18:21
A Trilogia Grisha (2012 – 2014) é composta pelos primeiros livros que a autora israelense Leigh Bardugo publicou do Grishaverse: Sombra e Ossos, Sol e Tormenta, Ruína e Ascensão. A saga acompanha Alina Starkov, uma garota shu-ravkana órfã, que serve no Primeiro Exército de Ravka como cartógrafa. Até que algo completamente inesperado acontece, durante a passagem pela Dobra, — uma rachadura que divide Ravka e serve lar dos Volcras, criaturas sombrias — Alina tem os seus poderes grisha despertados, habilidades que não eram vistas a milênios. Na companhia do comandante do Segundo Exército, o Darkling, ela é levada para ser treinada com outros semelhantes a ela.
O primeiro livro tem um plot relativamente semelhante com o de A Rainha Vermelha da Victoria Aveyard, e imagino de muitos outros livros young adult que abordam poderes sobrenaturais no meio de humanos. Muitas vezes muito previsível, cheio de furos, e enrolado. Mas o que posso dar ao livro é que ele tem ótimas reviravoltas, e em momentos que você não está a esperar por elas.
Algo muito interessante na saga em geral é o mundo que ela se passa, Ravka é completamente inspirada na Rússia imperial e a estética, o uso de palavras na língua, os costumes — algo que a autora deixou bem claro na bibliografia que teve uma árdua pesquisa — trazem um quê muito especial e inovador para a estória. Algumas outras nações são citadas como Ketterdam, que seria a basicamente a Holanda, Fjerda seria a Escandinávia, Shu Han seria a Mongólia/China.
Algo muito interessante na saga em geral é o mundo que ela se passa, Ravka é completamente inspirada na Rússia imperial e a estética, o uso de palavras na língua, os costumes — algo que a autora deixou bem claro na bibliografia que teve uma árdua pesquisa — trazem um quê muito especial e inovador para a estória. Algumas outras nações são citadas como Ketterdam, que seria a basicamente a Holanda, Fjerda seria a Escandinávia, Shu Han seria a Mongólia/China.
A personagem principal é frequentemente alvo de críticas pelos leitores do livro, por ser tachada de chata, sem sal, sem iniciativa. Alina realmente é uma personagem muito passiva que só deixa com que os outros influenciem as suas opiniões e ações em geral, porém acho injusto o derramamento de ódio que é colocado em cima dela. A cultura popular de leitura para jovens/adolescentes entrou num modismo de personagens extremamente fortes e dominantes, onde — não muito bem executada, muitas vezes — desmancham o estereótipo de mocinha indefesa que era o único papel que uma mulher em livros. Não que isso seja uma coisa ruim, acredito que é muito importante e bom para a formação da nossa sociedade futura, mas é algo que se torna repetitivo e a única maneira aceita pelo público. Alina é uma personagem colocada num papel de extrema importância e poder, porém não tem nenhum preparo desempenhá-lo, e tem sim uma personalidade indecisa e introvertida. De qualquer maneira, não acredito que isso interfira que ela não faça o que deve ser feito no final das contas.
A adaptação dos livros para uma série de televisão — intitulada de Sombra e Ossos — será feita pela Netflix e já foi rodada, em Budapeste para a minha surpresa. A previsão de estreia é para o final de 2020 e o começo de 2021.O seriado não só adapta o primeiro livro, Sombra e Ossos, mas também serve de prequel para a duologia de Six of Crows, outra saga do universo. O elenco principal do livro é composto por Alina (Jessie Mei Li), Darkling (Ben Barnes), Maly (Archie Renaux), Genya (Daisy Head), e Zoya (Sujaya Dasgupta). A minha mudança preferida no elenco citado foi o próprio protagonista masculino. O Darkling sendo interpretado pelo Ben Barnes foge absurdamente da descrição do personagem nas páginas.
“Ele era muito jovem, pensei. Esse Darkling vinha comandando os Grishas desde antes de eu nascer, mas o homem sentado acima de mim na plataforma não parecia muito mais velho do que eu. Ele tinha um rosto bonito e severo, o cabelo negro e grosso, e olhos cinza-claro que brilhavam como quartzo.”
— Excerto de Sombra e Ossos — Leigh Bardugo
Porém, é bem coerente se considerarmos que todos os personagens irão — pasmem — ser interpretados por atores muito mais velhos do que esperado. Ben tem uma carreira de pelo menos vinte anos e é muito conhecido por ter representado muitos vilões na televisão e cinema com muita competência. Fiquei completamente apaixonada pela escolha da Alina, a atriz além de ser lindíssima, parece uma pessoa muito simpática, infelizmente nunca assisti nada que ela estivesse incluída e não posso opinar em sua atuação. Enfim, fico muito feliz de terem levado em conta o fato da personagem provavelmente ser filha de imigrantes (Shu Han), assim como o Archie, que irá interpretar Maly, que parece ter ascendência asiática também.
Como a pessoa desconfiada que sou, não posso dizer que me deixo empolgar tanto com adaptações da Netflix, mas realmente espero que seja uma boa série, mesmo que não siga exatamente o plot do livro. Ps: Estou, sim, apegadíssima no elenco!

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